Mia Couto nas celebrações do Dia Mundial do Livro em Portugal

O ESCRITOR Mia Couto, recentemente distinguido com o Prémio PEN/Nabokov 2025, participa amanhã numa sessão especial do LeV – Literatura em Viagem na Cidade de Matosinhos, Portugal.

A participação do autor moçambicano enquadra-se na celebração do Dia Internacional do Livro e é uma extensão da 19.ª edição do Festival Literário LeV, realizado entre 5 e 13 de Abril, tendo recebido mais de cinco mil visitantes.

Os organizadores do evento anunciam a data suplementar para uma “conversa especial com o escritor Mia Couto, conduzida pela jornalista Maria João Costa, prometendo revisitar a sua obra e reflectir sobre as múltiplas fronteiras — geográficas, culturais e linguísticas — que a sua escrita continua a atravessar”.

Ao longo de nove dias, muitos foram os temas que atravessaram o festival de Matosinhos, do humor à tecnologia, passando pelo turismo, memória, ficção ou escrita de canções, reflectindo uma diversidade que se estendeu não apenas aos conteúdos, mas também às vozes nacionais e internacionais que lhes deram forma.

O último convidado do evento, Mia Couto, venceu no dia 11 deste mês o Prémio PEN/Nabokov 2025, tornando-se o primeiro autor de língua portuguesa a ser distinguido com esse galardão do PEN América, destinado à literatura internacional.

Na justificação do prémio, o júri considerou que Mia Couto ocupa “uma posição singular no panorama das literaturas africana e mundial” e que o seu trabalho é um testemunho da dramática história da sua pátria, “bem como dos enigmas da identidade e da existência”.

O prémio distinguiu o conjunto da sua obra, admirada por romances como “Terra Sonâmbula” (1992) e a trilogia “As Areias do Imperador” (2015, 2016 e 2018), seleccionada para o Prémio Booker Internacional, entre outras, explicou na altura, em comunicado, o PEN norte-americano.

Mia Couto nasceu na Beira, província de Sofala, em 1955. Foi jornalista e professor, actualmente exerce as profissões de biólogo e escritor.

Foi galardoado em 2013 com o Prémio Camões e o norte-americano Neustadt International Prize for Literature. Em 2022 foi distinguido com o Prémio José Craveirinha, pela sua carreira na literatura moçambicana.

De entre outros prémios e distinções, destaca-se a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, da obra “Terra Sonâmbula”, como um dos doze melhores livros africanos do século XX.

Traduzido em mais de 30 línguas, o escritor foi igualmente distinguido com os prémios Vergílio Ferreira, em 1999, União Latina de Literaturas Românicas, em 2007, e Eduardo Lourenço, em 2011, pelo conjunto da obra, entras outras distinções.

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