SAIBA MAIS: Sobre ejaculação precoce

A EJACULAÇÃO precoce é um distúrbio sexual comum que afecta muitos homens em todo o mundo, causando impacto não só à vida sexual, mas também a auto-estima e os relacionamentos.

Embora seja um tema ainda cercado de tabus, compreender as suas causas e tratamento pode ajudar a lidar com a situação de maneira eficaz e menos frustrante. A ejaculação precoce é caracterizada pela incapacidade de controlar o momento da expulsão do espermatozoide durante o acto sexual.

O distúrbio pode ocorrer logo após a penetração ou até antes, o que gera frustração, tanto para o homem, como para a sua parceira. Esta condição é comum e pode afectar os homens de todas as idades.

CAUSAS  E SINTOMAS

Os sintomas são bastante característicos e podem variar em intensidade e frequência. Entre os mais comuns estão a ejaculação muito rápida: o homem ejacula logo após a penetração ou dentro de um a três minutos.

Falta de controlo: dificuldade em controlar a ejaculação, resultando em orgasmo de maneira involuntária. Disfunção eréctil associada: a ejaculação pode ocorrer mesmo quando o homem não tem erecção suficiente para manter o acto sexual.

Além desses sintomas físicos, é importante destacar o impacto emocional. A ejaculação precoce recorrente pode levar à diminuição da confiança e da auto-estima, gerando um ciclo de ansiedade, frustração e até distúrbios psicológicos como a depressão, para além de ser uma condição multifactorial, ou seja, que pode ser desencadeada por uma combinação de factores psicológicos, biológicos e sociais. Entre as principais causas, destacam-se:

Psicológicas: o “stress” e ansiedade causam preocupação excessiva e afecta o desempenho sexual, podendo acelerar a ejaculação.

Baixa auto-estima: homens que se preocupam com a aparência física ou com a percepção da parceira podem ter maior tendência para ejacular precocemente.

Expectativas irreais: quando um homem acredita que deve ter sempre uma performance sexual excepcional, isso pode aumentar a pressão, resultando numa ejaculação rápida.

Biológicos: níveis baixos de serotonina ou dopamina: esses neurotransmissores estão directamente relacionados com o controlo da ejaculação. A diminuição dos seus níveis pode contribuir para a ejaculação precoce.

Disfunção eréctil: quando um homem não consegue manter uma erecção adequada, pode acabar ejaculando rapidamente, devido ao desconforto emocional ou físico.

Desequilíbrios hormonais: alterações nos níveis de testosterona e outros harmónios podem afectar o controlo sexual.

Condições médicas: algumas condições de saúde, como diabetes, alcoolismo, doenças cardiovasculares ou problemas de tiróide podem contribuir no desenvolvimento da ejaculação precoce.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve ser realizado por um profissional de saúde ou um médico urologista, especialista na saúde sexual masculina. Ele avaliará o histórico sexual do paciente, incluindo a frequência e a duração da ejaculação precoce. A consulta pode incluir uma conversa sobre a média de tempo que o homem leva para ejacular, passando pelo início dos sintomas, indo para o histórico da disfunção eréctil.

Em alguns casos, o médico pode solicitar exames laboratoriais para verificar os níveis hormonais como testosterona, prolactina e hormónios da tiróide. O objectivo é identificar possíveis causas orgânicas do problema e determinar o tratamento adequado.

Embora o tempo de ejaculação seja subjectivo, estima-se que em média ocorra entre cinco a sete minutos após a penetração em homens saudáveis. No entanto, a percepção de “normalidade” pode variar de pessoa para pessoa, dependendo de factores emocionais, psicológicos e físicos.

TRATAMENTO

O tratamento  depende da causa identificada e pode envolver diversas abordagens:

Terapia Comportamental: algumas técnicas de controlo, como o método “parar e recomeçar” ou “squeeze” (apertar), ajudam o homem a aprender a controlar melhor o reflexo da ejaculação. Terapias comportamentais são eficazes, principalmente, quando o distúrbio tem causas psicológicas.

Psicoterapia: quando factores emocionais como ansiedade, depressão ou baixa auto-estima estão envolvidos, a psicoterapia pode ser fundamental para ajudar a tratar os aspectos psicológicos do problema.

Medicamentos: alguns medicamentos, como os antidepressivos (inibidores selectivos da recaptação de serotonina), podem ser utilizados para aumentar os níveis de serotonina no cérebro e retardar a ejaculação. Além disso, anestésicos tópicos (como cremes ou sprays) podem ser aplicados no pénis para diminuir a sensibilidade e prolongar a relação sexual.

Exercícios de Kegel: esses exercícios são voltados para o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, que têm um papel fundamental no controlo da ejaculação.

Alterações no estilo de vida: reduzir o “stress”, melhorar a alimentação e praticar actividades físicas pode ser parte do tratamento para melhorar o desempenho sexual e a saúde em geral.

Trata-se de uma condição tratável, mas que exige compreensão e cuidado. Se você ou alguém próximo está enfrentando esse desafio é fundamental procurar ajuda de um especialista.

Além de melhorar a qualidade de vida sexual, o tratamento adequado pode prevenir complicações emocionais mais graves e melhorar a saúde mental e os relacionamentos. Não permita que o estigma ou medo de buscar ajuda prolonguem um problema que tem solução.

Fonte: MISAU

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