Arranca em Nampula segunda fase do diálogo inclusivo

Iniciaram esta terça-feira as auscultações públicas para a segunda fase do Diálogo Nacional Inclusivo em Nampula. O processo decorrerá durante 30 dias e abrangerá todos os 23 distritos da província, permitindo que cidadãos, organizações e comunidades apresentem propostas sobre prioridades para o desenvolvimento do país e para o fortalecimento das instituições do Estado.
O chefe da Comissão Técnica para Nampula, Salomão Muchanga, destacou que esta etapa é decisiva para enriquecer o documento preliminar elaborado pela COTE, com contribuições reais da população. O Diálogo Nacional Inclusivo deverá reflectir as aspirações colectivas e servir como guia para a reconciliação e estabilidade política.
As auscultações serão realizadas em encontros comunitários, sessões públicas e reuniões com líderes locais, garantindo transparência e ampla participação. A diversidade cultural e social da província será considerada como elemento essencial para a construção de consensos e propostas inclusivas.
Entre os temas mais relevantes, aponta-se a reconciliação nacional, a valorização dos combatentes da luta de libertação nacional, criação de oportunidades para jovens e mulheres e redução das desigualdades regionais. O processo pretende transformar estas auscultações num verdadeiro exercício de cidadania e responsabilidade colectiva.
Muchanga salientou que esta fase não se limita a recolher opiniões, mas também a promover diálogo e reconciliação. “É um momento de assumir erros do passado e projectar soluções para o futuro, com responsabilidade e compromisso”.
O documento final, consolidado após esta etapa, deverá servir como referência para a estabilidade política e social do país. A expectativa é que, em 2028 e 2029, o Diálogo Nacional Inclusivo se torne um marco para a democracia e justiça social em Moçambique.

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