Doente deve estar no centro dos cuidados

O DOENTE não deve ser encarado apenas como portador de uma enfermidade, mas como uma pessoa com necessidades, expectativas e receios que merecem atenção dos profissionais de saúde, defendeu ontem, em Maputo, o secretário permanente do Ministério da Saúde, Ivan Manhiça.

Falando na abertura do II Simpósio de Cirurgia do Hospital Central de Maputo (HCM), em representação do ministro da Saúde, Ussene Isse, Manhiça destacou a importância do humanismo, da ética e da inovação na prestação de cuidados de saúde, defendendo uma abordagem centrada no paciente e na dignidade humana.

Segundo afirmou, os avanços científicos e tecnológicos só cumprem o seu verdadeiro propósito quando colocados ao serviço do ser humano, respeitando os direitos e valores de cada paciente.

Acrescentou que a cirurgia moderna exige uma actuação multidisciplinar, baseada na colaboração entre diferentes especialidades, para garantir cuidados seguros, eficazes e humanizados.

O governante falava no arranque do simpósio que decorre sob o lema “Cirurgia Multidisciplinar: Ética, Humanismo e Inovação no Cuidado do Doente”, um encontro que reúne mais de uma centena de participantes nacionais e estrangeiros, entre especialistas, investigadores, docentes e profissionais de saúde, para debater soluções para os desafios que se colocam à prática cirúrgica no país.

Na ocasião, a directora-geral do Hospital Central de Maputo, Farida Urci, explicou que o evento constitui um espaço de reflexão científica destinado a reforçar a qualidade da assistência cirúrgica, numa altura em que a medicina conhece rápidos avanços tecnológicos que exigem maior atenção às questões éticas e de humanização.

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