JORGE FERRÃO, REITOR DA UP-MAPUTO: Há que pôr recursos naturais ao serviço dos moçambicanos

Até que ponto a exploração de recursos naturais contribui para a melhoria das condições de vida da população, através da redução dos índices de pobreza e aumento do bem-estar, é uma questão que deve merecer reflexão tendo em vista à adopção de modelo de gestão eficaz e produtivo em benefício de todos.

O entendimento é de que deve ser feita uma avaliação sobre a forma como estas riquezas estão a ser exploradas e caminhos a seguir para transformar estes recursos em ganhos efectivos para a população.

A posição foi defendida ontem pelo reitor da Universidade Pedagógica, Jorge Ferrão, na conferência nacional de economia, organizada pela Faculdade de Economia e Gestão daquela instituição de ensino superior.

“Em 2024, a dimensão desta riqueza traduziu-se num total de exportações de bens na ordem dos 8,21 mil milhões de dólares, dos quais o carvão mineral representou 24 por cento e o gás, 23 por cento. E a primeira pergunta que temos que fazer é: o que é que isso significou para a mudança das nossas vidas?”, questionou.

Segundo o académico, o aspecto fundamental não está no comportamento da balança de pagamentos, evidenciado pelas elevadas taxas de exportação, mas na melhoria do conforto e da dignidade colectiva.

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