LICHINGA: “Informais” usurpam mercado de combustíveis

A proliferação da venda informal de gasolina e gasóleo está a comprometer o normal funcionamento do mercado de combustíveis a nível da cidade de Lichinga, no Niassa, reduzindo a disponibilidade do produto nos postos formais e fomentando a especulação de preços.
A situação, que se tem agravado nas últimas semanas, preocupa as autoridades municipais, que prometem endurecer medidas com vista a travar o fenómeno e garantir o abastecimento regular nas bombas oficiais.
Como consequência, verifica-se uma diminuição da disponibilidade de meios de transporte e um agravamento significativo dos preços.
No mercado paralelo, o meio litro de combustível, que anteriormente custava cerca de 50 meticais, é actualmente comercializado entre 150 e 200 meticais, valores considerados exorbitantes para a maioria dos munícipes.
Entretanto, nos postos de abastecimento registam-se longas filas, compostas maioritariamente por motorizadas e viaturas, algumas das quais adquirem combustível para posterior revenda no mercado informal.
Perante este cenário, o presidente do Conselho Municipal de Lichinga, Luís Jumo, manifestou preocupação com a venda ilegal de combustíveis e garantiu que a edilidade irá adoptar medidas rigorosas para travar a prática e salvaguardar a segurança dos cidadãos.
“O município está a realizar um estudo para compreender a origem do combustível comercializado pelos informais. É necessário saber se este produto provém das bombas oficiais e, a partir daí, desenhar medidas conjuntas para eliminar esta situação”, afirmou.

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