Matola-Rio e banco árabe equacionam investimento em infra-estruturas

ELÍSIO MUCHANGA, em Baku

O Município da Matola-Rio e Banco Árabe poderão selar acordos para linhas de financiamento em infra-estruturas básicas e turísticas, com destaque para gestão de desastres causados pelas águas das chuvas, que têm tornado algumas vias intransitáveis e inundado residências.
A criação de bacias de retenção um pouco por todo o município e construção de casas de baixo custo aos munícipes, figuram entre as acções a serem desenvolvidas.
Paralelamente a estas acções, está também em curso a busca de parceiros para melhorar a colecta de receitas por meios tecnológicos. Para o efeito, o presidente da autarquia, Abdul Gafur, manteve, durante o 13.° Fórum Mundial Urbano, evento que termina hoje em Baku, capital do Azerbeijão, encontros com responsáveis de diferentes instituições financeiras, com destaque para o Banco Árabe de Desenvolvimento, o Banco Africano de Desenvolvimento, entre outras instituições interessadas em financiar infra-estruturas nestas áreas, incluído no sector de turismo.
Numa breve interação com o “Notícias Online”, Gafur indicou que a autarquia esteve reunida com um banco árabe que tem pacotes de financiamento em áreas de prevenção de desastres e turismo.
Referiu que o município tem uma área a beira do rio Matola, onde há projectos para se criar uma marginal e construir edifícios para turismo e áreas de lazer.
Anotou que foram Identificadas também, linhas de financiamento do Fundo Verde do Clima para projectos de drenagem e adaptação. Deu a conhecer que três bairros da Matola-Rio preenchem os critérios iniciais para o financiamento.
Realçou que os encontros estenderam-se igualmente, com o Banco Africano de Desenvolvimento que também tem linhas de financiamento para a construção de casas de baixo custo, bem como em drenagens, tendo igualmente ficado a promessa de visita para acertar os investimentos.
“Tivemos encontros com a delegação da África do Sul, como sabemos eles estão muito desenvolvidos na área de infra-estruturação de terra, e nós temos uma área na zona de Jonasse, de 900 hectares, na qual iniciámos o parcelamento e ficamos combinados de que iríamos à África do Sul para colher experiência”, indicou.
Entretanto, o 13.° Fórum Urbano Mundial termina hoje com um compromisso conjunto dos governos sobre questões de habitação.

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