Morreu Paíto Tcheco, pilar rítmico dos Ghorwane

Moreu na madrugada desta segunda-feira, Daniel “Paíto” Tcheco, baterista e percussionista dos Ghorwane, vítima de doença. Irmão de Zeca Tcheco, Paíto era mais do que o marcador de tempo da banda: era o motor rítmico que traduzia a resiliência social de Moçambique em cadências precisas e profundamente humanas.
Com baquetas que uniam tradição ancestral e modernidade, fez falar XiChangana e Ronga nas peles dos tambores, tornando-se referência de rigor técnico e sensibilidade artística.
Membro-fundador da sonoridade que consagrou os Ghorwane desde 1983, Paíto garantiu a continuidade do grupo após perdas de figuras como Pedro Langa e Zeca Alage. Foi também defensor activo dos direitos dos músicos, participando de cooperativas que dignificaram o estatuto do artista nacional. O seu compasso, que ajudou a moldar a identidade sonora de uma nação, permanece imortalizado na discografia da banda. O seu funeral está marcado para quarta-feira, no Crematório de Lhanguene.

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