Morte de Rosita reacende memórias das cheias de 2000

*Morte de Rosita reacende memórias das cheias de 2000*

A província de Gaza amanheceu de luto esta segunda-feira com a notícia da morte de Rosita, jovem que ganhou notoriedade por ter nascido numa árvore durante as cheias de 2000, no bairro de Chimundo, distrito de Chibuto.
Segundo confirmou a administradora do distrito, Cacilda Banze, Rosita perdeu a vida após vários dias de internamento no Hospital Rural de Chibuto, onde veio a perder a vida, vítima de anemia. A sua morte provocou consternação na comunidade local e em vários pontos do país, onde a sua história permaneceu viva ao longo de 26 anos.
Rosita nasceu a 1 de Março de 2000, em circunstâncias dramáticas, no auge das cheias que afectaram várias províncias do Sul do país, com destaque para Gaza, Maputo e Inhambane. A sua mãe, surpreendida pela subida rápida das águas, encontrou refúgio numa árvore, onde acabou por dar à luz, sem assistência médica. O episódio correu o mundo e transformou a recém-nascida num símbolo de resistência, vida e renascimento em meio à tragédia.
O seu nascimento em circunstâncias extremas marcou a memória colectiva dos moçambicanos e representou a força da vida face à adversidade.
Rosita era colaboradora do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) em Maputo.

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