PIPELINE MOÇAMBIQUE-ZIMBABWE: Porto da Beira incrementa bombagem de combustível

BELMIRO ADAMUGY

A CAPACIDADE do pipeline do terminal de combustíveis do Porto da Beira vai aumentar de dois milhões para três milhões de metros cúbicos/ano, com a inauguração ontem pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, das plataformas de bombagem da Beira e Maforga.
O empreendimento, liderado pela Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ), permitirá o abastecimento seguro ao Zimbabwe através do oleoduto Beira-Feruka-Harare e o acesso por outros países do “hinterland”, satisfazendo os acordos da SADC nesta matéria.
É avaliado em 40 milhões de dólares norte-americanos e consistiu na construção de duas novas plataformas de bombagem e substituição das bombas por novas e de maior capacidade. Intervindo na ocasião, Filipe Nyusi disse que “a cerimónia celebra a nossa determinação em continuar a lutar pelo desenvolvimento das nossas economias, fazendo valer todos os recursos, especialmente a posição geoestratégica em que Moçambique se encontra, colocando os sistemas ferro-portuários como corredor de saída para os países vizinhos”.
Acrescentou que o acontecimento é um marco importante nas relações Moçambique-Zimbabwe.
“Durante os dois ciclos de governação cultivámos excelentes relações de cooperação e amizade com os países do ‘hinterland’, tendo sido nossa prioridade o investimento na expansão e modernização dos portos da Beira, Nacala e Maputo, incluindo linhas-férreas, estradas, depósitos de combustíveis, aquedutos e oleodutos, o que serve de reconhecimento do país como exportador destes serviços nas nossas relações com a África Austral”, destacou, referindo que a CPMZ opera com padrões internacionais de segurança.

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