A redução do número de operadores licenciados e as dificuldades de acesso ao mercado estão a contribuir para o acentuado decréscimo do processamento de madeira nativa no Niassa, que este ano regista uma queda de cerca de 65 por cento, comparativamente ao período anterior.
Dados disponíveis indicam que, no período em análise, apenas sete operadores estão licenciados para exercer a actividade, contra 23 registados no período anterior.
A redução, segundo as autoridades ligadas ao sector florestal, está relacionada com a falta de operadores madeireiros e com as dificuldades de colocação da madeira no mercado, num cenário que tem condicionado o aproveitamento do potencial florestal existente.
Jornito Moemede, director do Serviço Provincial do Ambiente, explicou, durante a reunião de balanço de plano económico e social, que a diminuição do número de operadores constitui uma das principais causas da redução do processamento de madeira nativa, uma vez que muitos dos intervenientes que anteriormente desenvolviam a actividade deixaram de renovar ou pagar as respectivas licenças.
De acordo com Moemede, a situação é igualmente influenciada pelas dificuldades relacionadas com o mercado, que têm afectado a dinâmica da actividade madeireira e reduzido o interesse de alguns operadores em continuar no sector.