SAIBA MAIS: Sobre cancro da cabeça e do pescoço

OS cancros da cabeça e do pescoço são uns dos tumores malignos que surgem em regiões do corpo como a boca, garganta, laringe, seios perinasais, cavidade nasal, glândulas salivares e, por vezes, outras estruturas do pescoço. A maioria destes males desenvolve-se nas células escamosas que revestem as superfícies húmidas da boca, nariz e garganta, sendo por isso frequentemente designados por carcinomas de células escamosas.

A detecção precoce aumenta significativamente as probabilidades de sucesso do tratamento e contribui para preservar funções importantes, como a fala, deglutição e aparência.

Causas e factores de risco

Os cancros da cabeça e do pescoço podem afectar pessoas de qualquer idade, embora sejam mais frequentes em homens com idade superior a 65 anos. Os principais factores de risco incluem, consumo de tabaco, excessivo de bebidas alcoólicas, infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), particularmente nos casos de cancro da orofaringe, infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV), associada ao da nasofaringe, exposição ocupacional ao pó de madeira, amianto e outros produtos químicos, exposição a radiações, má higiene oral e deficiências nutricionais.

Sintomas mais frequentes

Os sintomas variam de acordo com a localização do tumor, podendo incluir caroço e inchaço no rosto ou pescoço, rouquidão persistente ou alterações da voz, dor ou dificuldade em engolir, feridas e manchas na boca que não cicatrizam, perda de peso inexplicável, hemorragias nasais ou congestão nasal persistente, dor de ouvido, alterações da audição ou zumbidos, dormência ou fraqueza da face.

Diagnóstico e tratamento cirúrgico

O diagnóstico precoce é determinante para aumentar as probabilidades de sucesso do tratamento. O tratamento cirúrgico é frequentemente a primeira opção nos tumores em fase inicial e consiste na remoção de uma margem de tecido saudável. Em alguns casos, poderá ser necessária cirurgia reconstrutiva para restaurar a função e a aparência.

Quimioterapia

Utilizar medicamentos para destruir ou controlar as células cancerígenas, é particularmente útil quando a doença se disseminou ou em associação com a radioterapia (quimio-rradioterapia).

Radioterapia

Utiliza radiações para destruir as células cancerígenas, preservando, tanto quanto possível, os tecidos saudáveis. Pode ser utilizada isoladamente ou em combinação com cirurgia e/ou quimioterapia. Técnicas modernas, como a Radioterapia de Intensidade Modulada, permitem tratamentos mais precisos e eficazes. A avaliação precoce por um Profissional de saúde pode aumentar significativamente as probabilidades de sucesso do tratamento. (MISAU)

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