São muitos os casos em que os pacientes são obrigados a se dirigem à unidade sanitária depois das 8.00 horas, seja por doença súbita ou por marcação. No entanto, devido às enchentes, só podem aguardar na fila até ao meio-dia e, muitas vezes, saem desapontados quando os profissionais encerram o atendimento e mandam-os regressar no dia seguinte.
A situação foi presenciada pelo “Notícias” na obra inacabada que funciona como posto de saúde na Matola-Gare. No local, o cenário é caótico: a poeira cobre as tendas montadas e a roupa dos utentes enquanto se acomodam como podem aguardando pela sua vez.
Uns encostam-se às paredes, outros sentam-se nas escadas. As mulheres grávidas e idosos ocupam as poucas cadeiras disponíveis ou permanecem mesmo no chão.