HCM usa música para fins terapêuticos

O Hospital Central de Maputo (HCM), através do Serviço de Gastroenterologia, usou, recentemente, a título experimental, a música e seus elementos com finalidade terapêutica, como contributo para a melhoria da saúde emocional dos pacientes.
Durante uma hora, as vozes e instrumentos musicais, com destaque para a mbira, viola e piano do grupo Kudumbana foram usados para confortar os enfermos.
Antes da banda Kudumbana, outros artistas nacionais, com destaque para Moreira Chonguiça e a Orquestra da Universidade Eduardo Mondlane, emprestaram o seu talento aos serviços de Oncologia e Ortopedia da maior unidade sanitária do país.
Liana Mondlane, médica gastroenterologista e directora daquele serviço, destacou a importância da iniciativa que visa socializar e humanizar os serviços de saúde e contribuir no processo de tratamento dos pacientes, alguns emocionalmente debilitados.
“Esta é uma forma que encontramos para transmitir o nosso amor, carinho e solidariedade aos pacientes internados e em regime ambulatório, pois, sentimos que o tratamento não deve ser apenas medicamentoso; há uma forte necessidade de curar as emoções e saúde mental, e a música faz parte deste pacote”, explicou, secundada pela psicóloga clínica, Natália Ubisse.
“Chega um momento, durante o processo de tratamento e cura, em que o medicamento em si não é suficiente, havendo necessidade de associar outras formas terapêuticas, e a música pode proporcionar sensações diversas no organismo humano e agir de forma curativa, resgatando e devolvendo a esperança do doente”, reforçou.
A utilização da música com finalidade terapêutica iniciou em 1859, com Florence Nightingale, uma destacada enfermeira inglesa fundadora da enfermagem moderna, que reconheceu o poder da música como instrumentos de recuperação capazes de trazer efeitos benéficos ao doente.

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