Opositor ruandês excluído das presidenciais

O SUPREMO Tribunal de Kigali rejeitou o pedido do candidato da oposição Bernard Ntaganda para anular as condenações judiciais de há mais de uma década, o que lhe permitiria concorrer às eleições presidenciais de Julho.

De acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP), o Supremo Tribunal de Kigali, capital do Ruanda rejeitou o pedido feito em Fevereiro pelo opositor, argumentando que houve uma falha num pagamento judicial.

Três juízes rejeitaram colectivamente o recurso de Ntaganda, argumentando que o político não tinha pagado cerca de 106 mil francos ruandeses, o equivalente a 76 euros, de custas judiciais relativas a um processo anterior.

“O Tribunal Superior considerou que (…) Ntaganda não cumpriu a lei que exige que os indivíduos solicitem a anulação das suas condenações e, por conseguinte, rejeitou o seu recurso”, declarou o tribunal na sua decisão, citada pela AFP.

Ntaganda, advogado e fundador do partido PS-Imberakuri, explicou que tinha provas de que estas despesas tinham sido pagas e afirmou que a decisão judicial agora conhecida “não foi um resultado surpreendente”.

“A Frente Patriótica Ruandesa (RPF), no poder, não deixa que os tribunais sejam independentes”, reagiu o opositor à AFP.

O opositor tentou candidatar-se à presidência em 2010, mas foi detido antes da votação. Cumpriu uma pena de quatro anos de prisão por ameaçar a segurança do Estado e fomentar divisões étnicas, antes de ser libertado em 2014.

Leia mais…

Related posts

Líderes mundiais reagem ao ataque nos EUA

Tanzania desenvolve tecnologia genética contra malária

Irão reabre “totalmente” estreito de Ormuz