Senegal e Chade pedem retirada das tropas francesas  

O SENEGAL e o Chade anunciaram, com poucas horas de diferença, o pedido de retirada das tropas francesas dos seus territórios, o que diminui ainda mais a presença e a influência de Paris em África.

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, disse quinta-feira à agência noticiosa France-Presse (AFP) que a soberania do seu país passa por não ter bases militares de outras nações e pediu uma parceria com a França sem a presença dos seus soldados.

Posteriormente, assim que o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, saiu da capital do Chade, N’Djamena, num contexto de visita oficial, o seu homólogo chadiano, Abderaman Koulamallah, anunciou que o país estava a rescindir o acordo de cooperação em defesa assinado com Paris.

“É tempo de o Chade afirmar a sua plena soberania e redefinir as suas parcerias estratégicas, de acordo com as suas prioridades nacionais”, disse o ministro chadiano.

Segundo explicou ainda, não estão a cortar relações com a França, como, por exemplo, fez o Níger, mas sim a “evoluir”, pois não querem mais “bases aéreas após 66 anos” de independência.

Este anúncio foi, coincidentemente, feito no aniversário da proclamação da República do Chade, a 28 de Novembro de 1958, um mês antes das eleições legislativas e locais marcadas para 29 de Dezembro.

Estas informações surgiram também na mesma semana em que o enviado de Paris para África, Jean-Marie Bockel, apresentou um relatório de reconfiguração da presença militar francesa no continente, em que defendeu uma “parceria renovada”.

Paris já foi forçada a retirar as suas tropas do Mali, Burkina Faso e Níger entre 2022 e 2023 após a chegada ao poder de juntas militares que se aproximaram da Rússia.

Fontes próximas ao executivo francês disseram à AFP que o número de tropas no Gabão havia sido reduzido de 350 para cerca de 100, no Senegal de 350 para o mesmo número, e na Costa do Marfim de 600 para cerca de 300, assim como no Chade.

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