Diagnóstico tardio do autismo preocupa

A ASSOCIAÇÃO Moçambicana de Autismo (AMA) sugere melhorias nos serviços de Pediatria e Saúde Materno-Infantil para facilitar o diagnóstico precoce de algumas doenças que afectam as crianças, como o autismo.

A proposta surge pelo facto de algumas crianças serem diagnosticadas o autismo numa idade avançada.

“Temos ainda diagnósticos tardios, não se justifica que os pais frequentem as consultas de pediatria e saúde materno-infantil desde que as crianças nascem e só tenham o diagnóstico aos seis, oito, nove”, disse Nélia Macondzo, presidente da AMA, no sábado, em Maputo, após a marcha de consciencialização sobre o autismo.

Macondzo reconhece a abertura do governo para ouvir a AMA e o seu engajamento na criação de leis que garantam uma educação inclusiva, como “Educação para todos”, todavia quer acções mais concretas.

“O governo ouve-nos, temos abertura para chegar a ele, mas o que nós sentimos é que ainda está a ser muito no papel, já existem as leis, contudo não temos um sistema de educação preparado para acolher os autistas”, disse.

Segundo a fonte, a iniciativa visa consciencializar a sociedade em relação ao autismo porque, segundo explicou, apesar de as pessoas conhecerem o nome, muita gente não compreende o que é de facto.

“Muita gente ainda não compreende o que é o autismo por ser de difícil identificação e sem rosto. Ainda temos muitas crianças nas escolas com dificuldades de aprendizagem e socialização que o próprio professor não compreende”, ressalvou.

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