Mais de 21 mil pessoas sem acesso a cuidados médicos

Pelo menos 21.494 pessoas enfrentaram dificuldades de acesso a cuidados de saúde em todo o país durante as manifestações em reivindicação aos resultados das eleições de 9 de Outubro.

A informação foi partilhada hoje, em Maputo, pela presidente do Conselho de Direcção da Plataforma da Sociedade Civil para a Saúde e Direitos Humanos (PLASOC-M), Gilda Jossias, onde referiu que durante os protestos iniciados a 21 de Outubro, cerca de 1800 unidades sanitárias foram afectadas, limitando o acesso a cuidados médicos para milhares de cidadãos, particularmente pacientes com doenças crónicas.

“Entre as unidades de sanitárias mais afectadas destacam-se as localizadas em Moma (Nampula), Chibuto (Gaza) e Mecanhelas (Niassa), que foram obrigadas a suspender os serviços devido à crise”, referiu.

A responsável destacou também casos graves ocorridos durante o período de protestos, como o incidente no Hospital Rural de Chibuto, em Gaza, onde o lançamento de gás lacrimogéneo forçou a retirada de mais de 30 pessoas, incluindo profissionais de saúde e pacientes.

Outro ponto levantado foi a dificuldade enfrentada por doentes crónicos, como diabéticos e hipertensos, que ficaram sem acesso a medicamentos essenciais.

“Embora exista um mecanismo de dispensa de medicamentos para pessoas vivendo com HIV, esta estratégia não abrange outros pacientes com doenças crónicas, o que torna a situação ainda mais alarmante para estes grupos”, acrescentou

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