TETE: Fome ameaça 170 mil famílias

CERCA de 170 mil famílias enfrentam insegurança alimentar, na província de Tete, havendo maior preocupação com os distritos de Dôa e Mutarara, onde a população alimenta-se de um tubérculo aquático localmente designado por “nhica”.

O cenário resulta da irregularidade de chuvas provocado pelo impacto do fenómeno “El Niño”, que já causou a perda de mais de 195 mil hectares de culturas diversas da primeira época da campanha agrária 2023/2024.

A secretária de Estado em Tete, Elisa Zacarias, orientou quarta-feira, durante a realização do Comité Operativo de Emergência (COE), à criação de uma comissão multissectorial para se deslocar aos distritos e documentar a situação real, de modo a encontrar soluções.

“Estamos num momento delicado, pois temos população a alimentar-se de frutos silvestres. Pedimos as equipas multissectoriais para em dois dias irem aos distritos colher dados e na segunda-feira voltaremos para uma sessão extraordinária, com informação detalhada sobre como intervir”, disse.

O sector da agricultara explicou, em sede do COE, que a situação está a ser dramática nos distritos de Dôa e Mutarara, assolados pelo ciclone Freddy no ano passado, onde o número de famílias que enfrentam crise alimentar poderá subir nos próximos dias.

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