BERTINA LOPES (1924-2012): Homenageada pioneira da pintura moçambicana

A ARTISTA plástica e escultora Bertina Lopes (1924-2012), considerada a “mãe” da pintura moçambicana, será homenageada amanhã, no Centro Cultural Municipal Ntsindya, na cidade de Maputo, por ocasião do seu centenário de nascimento assinalado este ano.

Intitulado “Bertina Lopes 100 Anos”, o evento é organizado pela Embaixada da Itália em Moçambique e contará com a presença de figuras ilustres como Rafael Shikhani e Alda Costa, que discutirão a trajectória artística e pessoal de Bertina Lopes, conhecida pela sua luta contra a opressão e por ser uma voz intransigente contra toda forma de violência.

A pintora é também considerada uma artista moderna que constantemente ultrapassava fronteiras conectando a arte da diáspora com a expressão artística de diversas culturas.

Com esta iniciativa, Bertina Lopes, que morreu na Itália em 2012, regressou a Maputo através de um grande mural criado pelo colectivo Ortica Noodles de Milão, em colaboração com o artista moçambicano Sebastião Coana, no bairro do Ximpamanine.

No mesmo local será exibido o documentário “Mama B” (2002), de Paola Rolletta, um “slideshow” de fotos da sua obra e da sua casa/atelier em Roma, além de uma exposição de fotografias disponibilizadas pelo Museu Nacional de Arte.

Ela é descrita por Okwui Enwezor, primeiro curador africano da Bienal de Veneza, como “a pintora revoltada”. É reconhecida por ter usado a arte como uma poderosa ferramenta para abordar temas como identidade e mudança social. A sua casa em Roma, onde diplomatas, jornalistas e intelectuais se reuniam, era um símbolo de generosidade e da sua luta pela liberdade.

O falecido mestre Malangatana, outro grande…

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