CENTRO CULTURAL SABURA: Um sonho a longo prazo de Manuela Soeiro

LUCAS MUAGA e NÁGEL MUNGOI

COSTUMA se dizer que “sonhos movem o mundo”.

Este é, provavelmente, o pensamento que conduz a actriz e encenadora Manuela Soeiro, que recentemente abriu o Centro Cultural Sabura.

A abertura do espaço é a realização de um sonho, alimentado há quase 40 anos. Materializada em Janeiro, a ideia nasceu concretamente em 1986, quando a encenadora decidiu construir uma escola de artes, com destaque para o teatro.

O local está aberto para todos, embora dando ênfase aos novos talentos. Serve igualmente como centro virado à promoção do mosaico cultural moçambicano.

O sonho, que se pode considerar de longo prazo, tinha em mente a criação de um espaço onde se compartilha o conhecimento e paixão pelas artes, desapropriando-se de modelos rígidos para fluência das ideias dos alunos.   

A materialização desta ideia, que levou mais de quatro décadas, resulta de um processo paulatino motivado por sua intensa paixão pelas artes e cultura. Tudo começou nos anos 1980, quando Manuela Soeiro percebeu que não existiam, no país, escolas de teatro, assim como eram poucas as instituições de ensino doutras artes.

Numa acção interventiva para mudar este cenário, a actriz adquiriu, através de um processo de alienação, um espaço desabitado, no centro da cidade, que por muito tempo serviu como depósito de lixo.

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