Raimundo Mapanzene
Daniel Chapo, Presidente da República de Moçambique, prossegue visita de Estado à China para uma agenda potenciada de objectivos económicos de 17 a 22 de Abril corrente, numa altura em que culmina em Washington DC a participação do país nas conversações de Primavera com as principais instituições de Breeton Woods: o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.
Quase que em paralelo, para além da Ásia e América do Norte, pelos corredores do centro da Europa, em Berlin, capital da República Federal Alemã, a bandeira moçambicana expos de 14 a 15 de Abril potencialidades energéticas, turísticas, logísticas, infra-estruturais. agrícolas de alto rendimento sob a liderança do titular das Obras Públicas e Habitação em representação do Estadista Daniel Chapo.
Não há pois lugar para tréguas diplomáticas nem pode haver. A “guerra” pela independência económica e financeira é acérrima. Relançar a economia nacional muitas vezes fustigada por choques climáticos cíclicos, pela gestão da dívida pública, pela recente saída da lista cinzenta associada a fluxos financeiros internacionais ilícitos, para além da instabilidade pós-eleitoral na transição de ciclos governativos devem reconfigurar Moçambique como destino seguro e inequívoco para o investimento estrangeiro.
A diversificação da diplomacia económica prossegue algo profícua e sólida. Tal é crucial para a redução de riscos e vulnerabilidades como a dependência excessiva de um único mercado ou parceiro, protegendo a economia contra crises localizadas, flutuações cambiais e tensões geopolíticas. Permitem, ademais, atrair Investimento Directo Estrangeiro (IDE) de forma solta, facilitando a entrada de capital, tecnologia e conhecimento técnico, essenciais para o desenvolvimento de infra-estruturas e sectores estratégicos. A diversidade de parceiros económicos e comerciais impulsionam, igualmente, exportações para a especificidade de cada mercado global, abrindo outros vários e novos para produtos nacionais, aumentando, outrossim, a competitividade e o volume de negócios das empresas locais no exterior.
Moçambique assinala o fortalecimento de parcerias estratégicas alargando a rede de colaboração com blocos económicos como a União Africana, instituições financeiras e economias emergentes.
Observa-se que os negócios estrangeiros e cooperação, denominador comum dessa equação a que designamos de Diplomacia Económica cujo expoente é Daniel Chapo, tem como numerador o conjunto de intervenientes do Estado, que se desdobram em diferentes missões envolvendo parlamentares, todo o sector público e privado alargando-se à sociedade civil, académicos, personalidades influentes, num contexto em que todos juntos somos poucos e úteis para fazer Moçambique ribombar, ecoar e se prestigiar pelos quatro cantos do mundo.
Importa referir que as Reuniões de Primavera de 2026 do Grupo Banco Mundial e FMI ocorrem de 13 a 19 de Abril em Washington, D.C e visam desígnios da estabilidade financeira global, redução da pobreza e desenvolvimento económico. Encontros do Comité de Desenvolvimento destacam, por sua vez, a criação da Rede de Bancos Centrais lusófonos, a discussão sobre dívida, recuperação económica, mobilização do sector privado e combate à pobreza. Líderes financeiros globais debruçam-me igualmente em torno de matérias como emprego, transição energética e encontros bilaterais, incluindo o apoio a projectos de energia, bem como o lançamento da Plataforma de Mutuários para lidar com o peso da dívida externa.
É neste quadro que Moçambique iniciou negociações para o estabelecimento de um novo programa de assistência financeira e técnica com o FMI sob a direcção da ministra Carla Louveira. Dirigentes do sector enaltecem que o pagamento antecipado da dívida de cerca de 701,4 milhões de dólares ao FMI não encerra as relações com aquele credor mas significa uma nova página na cooperação e assistência técnica internacional.
Mas é na consolidação das relações sino-moçambicanas que se eleva a expectativa de sectores de moçambicanos no quadro do aprofundamento das relações financeiras menos onerosas assentes em laços históricos de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e a China em face da condicionalidade política por trás da fachada da cooperação com breeton woods.
Com a China, membro fundador dos BRICS – que incluem Brasil, Rússia, Índia e África o Sul -, as questões do Sul Global, a reforma das Nações Unidas e as mudanças climáticas, a mobilização de recursos para o financiamento de projectos estruturantes, corredores logísticos de desenvolvimento poderão constituir o epicentro da agenda de Daniel Chapo e Xi Jinping.
Concluindo transitoriamente, diria que diversificando as frentes da diplomacia económica, Moçambique promove e melhora sua imagem no concerto global, atrai e eleva a fasquia da confiança de investidores estrangeiros, permeia a internacionalização da economia e antecipa riscos de circunscrição em parcerias únicas para vastos projectos de investimento.
A administração Chapo tem sido resoluta e bem-sucedida na diversificação de parcerias internacionais demonstrando que enquanto houver interesses soberanos por defender e promover, não há tempo para tréguas. Ou seja, não há interrupção ou pausa para descanso na luta pela independência económica e financeira da Nação.






