A venda precoce de excedentes agrícolas, sobretudo das culturas de milho e arroz, poderá agravar o risco de insegurança alimentar no distrito de Mecanhelas, província do Niassa, caso os produtores não adoptem mecanismos adequados de conservação e gestão das colheitas.
A preocupação foi manifestada pela governadora da província do Niassa, Judite Massengele, durante a recente visita de trabalho ao distrito, onde apelou as comunidades para evitarem a comercialização precipitada dos produtos agrícolas logo após a colheita.
Segundo a governante, muitos produtores vendem grande parte da produção em busca de rendimento imediato, situação que poderá comprometer a disponibilidade de alimentos nos próximos meses, sobretudo durante o período de escassez.
Judite Massengele alertou igualmente para indícios de contrabando de produtos agrícolas, principalmente milho e arroz, para a vizinha República do Malawi, país com o qual o distrito de Mecanhelas partilha extensas zonas fronteiriças. Segundo explicou, o fenómeno tende a reduzir as reservas alimentares locais e a pressionar os preços no mercado interno.
A governadora reconheceu que o comércio transfronteiriço constitui uma importante fonte de rendimento para muitas famílias, mas defendeu a necessidade de maior controlo e equilíbrio, de modo a garantir que as comunidades mantenham reservas suficientes para o consumo doméstico ao longo do ano agrícola.
Governo preocupado com a venda precoce de excedentes em Mecanhelas
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