Dia do Jazz marcado por diversos eventos em Maputo

Vários eventos marcam as celebrações, hoje, do Dia Internacional do Jazz, em Maputo. A efeméride foi instituída em 2011 pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e promovida pelo pianista e embaixador da boa vontade Herbie Hancock.
As comemorações incluem diversos eventos que reforçam a importância do jazz como ponte cultural. Um dos destaques é um espectáculo, na capital moçambicana, protagonizado por Timóteo Cuche e Mahú Mucamisa, que prestarão um tributo a John Coltrane, ícone do saxofone e mestre da improvisação.
Cuche, com mais de 20 anos de carreira, é conhecido pela sua fusão de jazz com ritmos tradicionais moçambicanos, como a marrabenta. Mucamisa, por sua vez, é uma figura notável com mais de uma década de experiência, tendo colaborado com nomes como Jimmy Dludlu e Ghorwane.
Acompanhados por músicos de renome como Cremildo Chitará (bateria), Realdo Salato (baixo) e Dudu Stalini (guitarra), os artistas prometem fazer com que o jazz dialogue com sonoridades locais, numa verdadeira celebração da diversidade.
Outro evento importante decorre na Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA-UEM), com o tema “Kutavulavuliwa hi Kuvulavulisa svichayu”, ou seja “vamos falar sobre como falar através dos instrumentos musicais”.
A iniciativa sublinha o papel do jazz como linguagem universal, promovendo uma oficina de experimentação sonora e discussão sobre a contribuição africana para o desenvolvimento do género.
Outro destaque vai para o Marracuene Jazz Festival, que inclui um “jazz camp”, um programa intensivo com aulas, “jam sessions” e debates que visam o aperfeiçoamento técnico e artístico dos participantes. Improvisação, teoria musical e arte de ouvir jazz com atenção crítica são alguns dos temas a ser abordados.
Entretanto, a efervescência do jazz não se esgota no 30 de Abril. Na sexta-feira, no Gil Vicente, em Maputo, a Siquir Music apresenta o “After Jazz Days”.
O evento traz ao palco músicos como Nicolau Cauaneque no piano, Deodato Siquir na bateria e voz, e Hélder Gonzaga no baixo eléctrico. O trio, que compõe a banda-base, promete uma viagem sonora através dos grandes clássicos do jazz, interpretados com mestria e personalidade própria.
A primeira celebração oficial do 30 de Abril teve lugar em 2012, com o intuito de valorizar o papel transformador do jazz na sociedade, promovendo o diálogo entre culturas e a união entre os povos.
Com raízes profundas na história afro-americana dos Estados Unidos, o jazz emergiu no século XIX em Nova Orleans, cidade que se tornou um símbolo do nascimento deste estilo musical.
Inicialmente associado à luta contra a opressão, à liberdade de expressão e ao fim da escravatura, o jazz rapidamente ganhou notoriedade global, atravessando fronteiras e incorporando influências culturais dos quatro cantos do mundo.

Fotos: ©Féling Capela

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