Moçambique está a massificar o uso de ferramentas digitais de farmacovigilância para melhorar a notificação de reacções adversas a medicamentos (RAM) e de eventos adversos pós-vacinação (EAPV), reforçando a segurança dos pacientes e a protecção da saúde pública.
A iniciativa, impulsionada pela Autoridade Nacional Reguladora de Medicamento (ANARME), inclui a introdução de plataformas digitais, com destaque para a VigiMobile e a Farmácia Notificadora, que permitem reportar, em tempo real, efeitos indesejados associados ao uso de medicamentos e vacinas.
As ferramentas conferem maior celeridade ao rastreio, análise e resposta às ocorrências, contribuindo igualmente para a prevenção de intoxicações e para o combate à resistência antimicrobiana.
O uso do aplicativo permitiu, durante o primeiro semestre do ano em curso, a notificação de 2901 suspeitas de reações adversas a medicamentos e Eventos Adversos Pós-Vacinação, dos quais 2683, equivalente a 92,5 por cento corresponderam a RAM, contra 3516 de igual período de 2025.