O país registou em 2044 processos de homicídio voluntário durante o ano passado, contra 1566 referentes a 2024, uma subida de 478 processos, equivalentes a 30,5 porcento.
Segundo o Procurador-Geral da República, Américo Letela, as províncias da Zambézia e Tete, com 507 e 284, respectivamente, a cidade de Maputo com 222, registaram o maior número de processos.
Letela apontou como causas as crenças sobre superstição, sendo principais vítimas os idosos, questões passionais, violência baseada no género, ganância, conflitos interpessoais, intolerância, ódio e vingança.
Os crimes de homicídio estão associados a múltiplos factores, como a criminalidade organizada, violência interpessoal, abuso de álcool e drogas, conflitos sociais não resolvidos e a circulação ilegal de armas.