O país prevê expandir a capacidade de rastreio, diagnóstico e tratamento do cancro, com a aquisição, nos próximos tempos, de três novos aparelhos de radioterapia para Maputo, Sofala e Nampula, e a formação de profissionais de saúde especializados.
Esta medida visa reduzir o tempo de espera dos doentes para aceder aos serviços, além de encurtar a distância percorrida, visto que este atendimento continua centralizado no único equipamento existente no país, nomeadamente no Hospital Central de Maputo (HCM), num contexto de aumento de procura.
Aliás, estima-se que sejam diagnosticados, anualmente, cerca de 25 mil casos de cancro e 17 mil mortes em decorrência da doença, correspondendo a 80 por cento.
Segundo a chefe do Programa Nacional de Controlo do Cancro e directora científica e pedagógica do HCM, Cesaltina Lorenzoni, os cancros do colo do útero, de mama e o sarcoma de kaposi são os mais comuns nas mulheres; os de próstata, o sarcoma de kaposi e do fígado, nos homens; e a leucemia, linfomas e o sarcoma de kaposi, nas crianças.