Glória Menezes, uma das grandes figuras da televisão, do cinema e do teatro brasileiros, morreu esta terça-feira, aos 91 anos. Recorde a vida e a carreira da actriz que conquistou várias gerações e também o público moçambicano.
Glória Menezes, nome artístico de Nilcedes Soares Magalhães, nasceu em 19 de Outubro de 1934, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul e viveu em São Paulo, onde se formou na Escola Superior de Arte Dramática e fundou a companhia de teatro Jovens Independentes.
Estreou-se na TV Tupi de São Paulo, na peça “Um Lugar ao Sol”, a que se sucedeu “A Estranha Clementine”, mas a sua revelação aconteceu no cinema, como co-protagonista de “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, um dos filmes fundadores do Cinema Novo brasileiro, Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 1962.
O sucesso abriu-lhe as portas do horário nobre nas cadeias de televisão.
Na TV Excelsior, protagonizou a primeira telenovela diária brasileira, “2-5499 Ocupado” (1963), sucedendo-se produções como “Almas de Pedra” (1966) e “O Grande Segredo” (1966), até entrar para a Rede Globo, em 1968, como parte do elenco da telenovela “Sangue e Areia”.
Em 1996, destacou-se no Brasil por se recusar a prosseguir as filmagens de “Vira-Lata”, em protesto pela falta de qualidade da produção.
Só dois anos mais tarde regressaria à televisão, para interpretar “Torre de Babel” (1998), mantendo-se no ‘pequeno ecrã’ nos anos seguintes em produções como “Porto dos Milagres” (2001), “O Olhar do Vampiro” (2002), “Senhora do Destino” (2005), “Páginas da Vida” (2007), “A Favorita” (2009), “Louco por Elas” (2013) e “Totalmente Demais” (2016), a última telenovela em que participou.
No cinema, Glória Menezes entrou em filmes como “Independência ou Morte” (1972), de Carlos Coimbra, “O Caçador de Esmeraldas (1979), de Oswaldo Oliveira, e “Para Viver Um Grande Amor” (1984), de Miguel Faria Jr., sobre história de Chico Buarque.
No teatro, interpretou textos de William Shakespeare, Arthur Miller, Ettore Scola, Collin Higgins, Bernard Slade e Henry Gheon, que marcou a sua estreia nos palcos, em 1957, com a peça “Devoção à Cruz”.
Desde 2007, Glória Menezes retomava recorrentemente, em palco, a peça “Ensina-me a Viver” (“Harold and Maude”), de Colling Higgins, na base do filme homónimo de Hal Ashby.
Em 2025, a rede brasileira Globo dedicou um tributo à actriz.
Fonte: Lusa.
Foto: Fábio Rocha/TV Globo


